Daniele Maria Pelissari | Imprimir |
Ter, 21 de Abril de 2009 16:45

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Saúde Pública para obtenção do título de Mestre em Saúde Pública.

Área de concentração: Epidemiologia


RESUMO (documento completo AQUI)


Pelissari DM. Campos eletromagnéticos e leucemia linfocítica aguda em crianças residentes na Região Metropolitana de São Paulo [dissertação de mestrado]. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da USP; 2009.
Introdução-As Leucemias Linfocíticas Agudas (LLA) constituem-se na mais comum das neoplasias em crianças.

Alguns estudos epidemiológicos identificaram riscos aumentados de LLA em crianças expostas a campos magnéticos gerados por linhas de força de alta tensão, porém, essa associação não foi confirmada por outros estudos.

Objetivo-Verificar a associação entre exposição a campos magnéticos e a incidência da LLA em crianças residentes na Região Metropolitana de São Paulo, considerando-se a distância das residências das crianças de linhas de transmissão de energia (88, 138, 230, 345 e 440 kV). Métodos-Estudo caso­controle de base populacional.

Os casos foram selecionados em cinco hospitais na capital do município de São Paulo, que concentram o atendimento a crianças com LLA. Quatro controles populacionais foram selecionados para cada caso, emparelhados por sexo, idade e cidade de nascimento.

Casos e controles foram entrevistados utilizando-se questionário similar para obtenção de informações sobre as variáveis de interesse e potenciais variáveis de confusão. Os domicílios foram avaliados em relação às distâncias de linhas de transmissão de energia mais próxima utilizando-se o Global Positioning System (GPS). Na análise da associação entre campos magnéticos e LLA foi utilizada regressão logística condicional, incluindo o controle de potenciais variáveis de confusão.

Foram calculados os odds ratios (OR) e os respectivos intervalos com 95% de confiança (IC95%). Resultados-A associação entre a distância de linhas de transmissão e LLA foi ajustada pela variável escolaridade da pessoa entrevistada, resultando em OR de 2,91 (IC95% 0,92-9,22).

Conclusão-Concluiu-se que, crianças residentes a menos de 160 metros de linhas de transmissão de energia na RMSP apresentam risco maior, porém não estatisticamente significativo de desenvolver LLA quando comparadas com as que residem a mais que 160 metros.

Descritores: leucemia linfocítica aguda na infância; campos magnéticos; linhas de
transmissão; estudo caso-controle; Região Metropolitana de São Paulo.

ABSTRACT
Pelissari DM. Electromagnetic fields and acute lymphocytic leukemia in children living in the Metropolitan Area of Sao Paulo [master degree thesis]. Sao Paulo: School of Public Health at USP; 2009.

Introduction-The Acute Lymphocytic Leukemia (ALL) is the most common cancers in children. Some epidemiological studies have identified increased risk of ALL in children exposed to magnetic fields generated by high voltage power lines, however, this association was not confirmed by other studies.

Purpose-Check the association between exposure to magnetic fields and the incidence of ALL in children residing in the Metropolitan Region of São Paulo, considering the distance from children’s home and transmission lines (88, 138, 230, 345 and 440 kV).

Methods-A population-based case-control study. The cases were selected in five hospitals in the city of Sao Paulo, which account for the care of children with ALL. Four population controls were selected for each case, matched by sex, age and city of birth. Cases and controls were interviewed using a similar questionnaire to obtain information on the interest variables and potential confounding variables.

The homes were evaluated by distances of the nearest transmission lines using the Global Positioning System (GPS). To examine the association between magnetic fields and ALL was used conditional logistic regression, including the control of potential confounding variables. We calculated the odds ratios (OR) and their 95% confidence interval (95%CI). Results-The association between the distance of transmission lines and ALL was adjusted by education of the person interviewed, and the OR was 2.91 (95% CI 0.92-9.22).

Conclusion-Children living at less than 160 m of power transmission lines in RMSP have higher risk, though not statistically significant, when compared with those living in more than 160 m.
Key words: childhood acute lymphocytic leukemia; magnetic fields; transmission
lines; case-control study; Metropolitan Area of Sao Paulo.

Última atualização ( Qua, 22 de Abril de 2009 14:13 )